
Esquadrão da Morte
Xutos & Pontapés
Violência e resistência em “Esquadrão da Morte” dos Xutos & Pontapés
A música “Esquadrão da Morte”, dos Xutos & Pontapés, retrata o clima de medo e perseguição que marcou Portugal nos anos 1980, especialmente durante a atuação das FP25, um grupo armado de extrema-esquerda. O verso “Por não querer aquilo que me é dado / Por não querer nem governo nem estado” mostra uma rejeição clara à autoridade e ao conformismo, refletindo o sentimento de insatisfação e rebeldia de parte da juventude da época. A repetição de “Esquadrão da morte faz-me correr” simboliza a ameaça constante de violência e repressão, seja por parte do Estado ou de grupos clandestinos, criando uma atmosfera de insegurança e paranoia.
A letra traz imagens urbanas e sombrias para transmitir a sensação de estar sempre em fuga, como em “Dobro uma esquina a ver se me safo” e “Num beco sujo, num vão de escada / Dois tiros secos e não resta nada”. Esses trechos reforçam a ideia de que a violência pode surgir a qualquer momento e lugar, e que a busca por liberdade pode ter consequências graves. A pergunta “Onde, mas onde se esconde a razão” expressa o desespero diante de uma realidade em que lógica e justiça parecem ausentes, questionando o sentido de tanta brutalidade. Assim, a canção faz uma crítica direta à repressão e à falta de respostas diante da violência política, ao mesmo tempo em que retrata um período histórico tenso em Portugal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Xutos & Pontapés e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: