
Não É Só No Bairro (part. Nagrelha)
Yannick Afroman
Crítica social urbana em “Não É Só No Bairro (part. Nagrelha)”
Em “Não É Só No Bairro (part. Nagrelha)”, Yannick Afroman e Nagrelha desmontam a ideia de que os problemas urbanos de Luanda se limitam às periferias. A música traz exemplos do cotidiano, como “abro a torneira para ver, se a água já veio” e “no Talatona também falta luz”, mostrando que até bairros nobres, como Talatona, enfrentam falta de água e energia. Isso contraria a expectativa de que condomínios de alto padrão estariam livres desses desafios. O contexto é reforçado por reportagens, como a do jornal O País, que destaca a escassez de água potável em mais de 100 condomínios de Talatona, comprovando a atualidade das críticas.
A letra adota um tom direto e descontraído, usando repetições e interjeições como “aí, não!” para destacar o incômodo diário. Expressões como “saneamento básico é gato” e “sistema de esgoto é gato” ironizam a precariedade dos serviços públicos, já que “gato” em Angola significa ligação clandestina. O verso “saí do gueto pra ir viver no condomínio e dentro de mim: É agora! Sofrimento acabou, afinal, se enganei embora” critica a ilusão de que mudar de bairro resolve problemas estruturais. A participação de Nagrelha, conhecido por retratar a realidade das ruas, reforça que essas dificuldades atingem toda a cidade, tornando a crítica mais próxima e compreensível para o público.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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