
Antigamente Quilombo Hoje Periferia
Zafrica Brasil
Resistência e identidade negra em "Antigamente Quilombo Hoje Periferia"
"Antigamente Quilombo Hoje Periferia", do Zafrica Brasil, faz uma ponte direta entre a resistência dos quilombos, formados por escravizados fugitivos, e a luta atual das periferias urbanas. O refrão, ao dizer “Rei Zumbi! Antigamente Quilombos Hoje Periferia!”, destaca a continuidade da luta negra, mostrando que, apesar das mudanças de cenário, a opressão e a busca por liberdade permanecem. O grupo usa essa conexão para reforçar a importância da consciência histórica e da valorização da identidade negra, algo também ressaltado por outros artistas como Ferréz, que utilizou a expressão do título para ilustrar essa resistência contínua.
A letra é marcada por críticas diretas ao racismo estrutural, à desigualdade social e à violência que atingem as periferias. Versos como “Tentam alterar o DNA da maioria” e “O sistema não está do lado da maioria” denunciam estratégias de exclusão e dominação, enquanto “A lei da rua quem faz é você no proceder / Querer é poder, atitude é viver” valoriza a autonomia e a força coletiva dos moradores. Referências a Zumbi dos Palmares, caravelas, fardas e armas reforçam que a luta contra a opressão nunca acabou, apenas mudou de forma. A música também amplia o debate ao abordar questões ambientais, como em “úlcera de ozônio, pânico da atmosfera” e “Óleo no mar, fogo no monge”, mostrando que a resistência nas periferias é multifacetada e abrange tanto a luta racial quanto a social e ambiental.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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