
O Lobo e o Frango
Zé Barrero e Catuaba
Humor e crítica social em “O Lobo e o Frango”
"O Lobo e o Frango", de Zé Barrero e Catuaba, utiliza o humor e a irreverência para abordar a tensão entre a masculinidade tradicional do sertanejo e desejos homoafetivos reprimidos. A música contrapõe o "lobo solitário", símbolo do peão durão e autossuficiente, ao "frango num viveiro", que representa o sentimento de aprisionamento e vulnerabilidade. Essa dualidade mostra o conflito do personagem, que precisa esconder sua verdadeira identidade para se encaixar nas expectativas do meio rural.
A letra faz uso de expressões como "morder a fronha" e "biba sem vergonha", trazendo gírias populares da comunidade LGBTQ+ de forma escancarada e satírica. Isso desafia preconceitos e estereótipos do universo sertanejo. O sofrimento causado pelo julgamento social aparece em versos como: "Me julgam quando bebo um pouco a mais / Eu fico livre, leve e solto", indicando que o personagem só se sente à vontade para ser autêntico sob efeito do álcool. O desejo de liberdade é reforçado em "Me sinto aprisionado numa jaula / Feito um frango num viveiro / Preciso me libertar". Ao misturar elementos típicos do sertanejo, como calça apertada, bota de couro e rodeio, com referências à cultura gay e à purpurina, a dupla cria uma paródia divertida que questiona padrões e convida à reflexão sobre identidade, liberdade e respeito à diversidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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