
Três Batidas da Porteira
Zé Fortuna & Pitangueira
Tragédia e saudade no sertão em “Três Batidas da Porteira”
Em “Três Batidas da Porteira”, Zé Fortuna & Pitangueira transformam a porteira, elemento típico do ambiente rural, em símbolo central de uma tragédia amorosa. Cada batida na porteira marca um momento decisivo na história de Bento e Chiquinha: a despedida, a notícia da morte e o adeus final. Assim, a porteira deixa de ser apenas um objeto do cotidiano e se torna testemunha silenciosa do destino cruel que separa o casal. Composta em 1959, a música carrega a atmosfera nostálgica e melancólica do cururu, gênero tradicional sertanejo, e reflete a forte influência de Zé Fortuna na cultura popular brasileira.
A letra apresenta uma narrativa linear e emotiva. Bento parte para a guerra, deixando Chiquinha na porteira, que “foi fechando, duas vidas separando, para nunca mais se unir”. O segundo momento ocorre quando chega a notícia da morte de Bento, marcada por uma batida “num lamento”, que ecoa pelo sertão e leva Chiquinha à morte, incapaz de suportar a dor da perda. A terceira batida acompanha o cortejo fúnebre de Chiquinha, encerrando a história e cobrindo a porteira com “um manto de saudade”. O motivo repetido da porteira reforça o ciclo de separação e luto, enquanto a imagem do “manto de cipó” sugere abandono e a permanência da dor. A canção utiliza a paisagem rural para expressar sentimentos universais de amor, perda e saudade, tornando-se um retrato sensível da fatalidade e da memória no sertão brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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