
Hello
Zé Ibarra
Identidade e ironia cultural em “Hello” de Zé Ibarra
“Hello”, de Zé Ibarra, se destaca pela mistura descontraída de inglês e português, que vai além de um simples recurso estilístico. Logo nos primeiros versos, como “I just can't speak Portuguese / I think is a thing of my subconsciente”, o artista brinca com a dificuldade de se expressar plenamente em sua própria língua, ao mesmo tempo em que revela uma relação ambígua com o inglês, idioma associado ao imperialismo cultural. Essa alternância de idiomas reforça o tema da identidade e ironiza a influência estrangeira, além de questionar a pressão para se adaptar a padrões externos.
O tom irônico e bem-humorado aparece em versos como “I never eat tender in carnaval / I don't know why Elvis canta love me tender / If is a comida de Christmas”, onde a confusão proposital entre a música “Love Me Tender” e o prato “tender” (típico do Natal brasileiro) evidencia o choque cultural e a mistura de referências. A crítica ao imperialismo e à cultura industrial dos Estados Unidos é direta em “I hate imperialism, Trump, sausages / Ghosts and the industrial culture of United States”, mas logo é suavizada pela confissão “But sometimes eu gosto também”. Essa ambivalência mostra que, apesar da resistência à dominação cultural, há uma admissão honesta de que certos elementos estrangeiros também exercem fascínio. No fim, “Hello” é uma reflexão leve e irônica sobre pertencimento, identidade e as contradições de ser brasileiro em um mundo globalizado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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