
Cicatriz
Zé Keti
A desigualdade social e a esperança em "Cicatriz"
Em "Cicatriz", Zé Keti aborda a pobreza como uma condição coletiva e estrutural no Brasil. Nos versos “Pobre não é um / Pobre é mais de cem, / Muito mais de mil, / Mais de um milhão”, o artista destaca que a desigualdade social atinge multidões, não apenas casos isolados. Essa ênfase na quantidade reforça a gravidade do problema e evidencia que a pobreza é uma marca profunda na sociedade brasileira.
A palavra "cicatriz" simboliza o sofrimento permanente causado pela pobreza, uma marca que permanece na vida das pessoas. O trecho “Deus dando a paisagem / Metade do céu já é meu” mostra uma esperança resignada: mesmo sem bens materiais, o pobre encontra algum consolo naquilo que não pode ser tirado, como a paisagem e o céu. No entanto, a frase “Pobre nunca teve gosto / A tristeza é a sua cicatriz” reforça a ideia de que a felicidade é rara para quem vive nessa realidade. O refrão “O resto é só ter coragem” pode ser interpretado como um chamado à resistência, mas também carrega uma ironia amarga, já que coragem sozinha não resolve a desigualdade. Zé Keti, ao retratar a vida nas favelas, denuncia a injustiça social e valoriza a dignidade e a força de quem enfrenta diariamente a falta de oportunidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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