
Leviana
Zé Keti
Ressentimento e crítica social em "Leviana" de Zé Keti
"Leviana", de Zé Keti, é marcada por um tom direto e ressentido ao tratar da traição e da tentativa de reconciliação por parte da mulher, chamada de "leviana". O termo, usado de forma pejorativa, carrega um peso moral e social, refletindo o julgamento do narrador sobre a atitude da mulher que "manchou um lar que era feliz". O refrão reforça a rejeição e o desprezo, deixando claro que, apesar de alguma compaixão – "precisando eu te posso dar uma guarida" –, não há mais espaço para o amor ou para a reconstrução da relação, pois "o nosso amor morreu" e até o lar sente vergonha.
O contexto histórico e cultural amplia o significado da canção. Lançada em 1954 e incluída no filme "Rio 40 Graus", "Leviana" faz parte de um período em que o samba frequentemente retratava dramas pessoais e sociais, mas também reproduzia estereótipos de gênero. O uso do termo "leviana" foi posteriormente debatido, como no centenário de Zé Keti, quando Fabiana Cozza destacou o machismo presente em letras como essa. Além disso, a palavra ganhou destaque em debates políticos, como na campanha presidencial de 2014, mostrando como a canção ultrapassou o universo musical e se tornou referência cultural para discutir questões de respeito e gênero. Assim, "Leviana" é tanto um desabafo pessoal quanto um retrato de valores e conflitos de sua época, abrindo espaço para reflexões críticas sobre o papel da mulher e o julgamento moral nas relações afetivas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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