
O Alabê de Jerusalém
Zé Paulo Sierra
Sincretismo e esperança em “O Alabê de Jerusalém” de Zé Paulo Sierra
Em “O Alabê de Jerusalém”, Zé Paulo Sierra destaca o sincretismo religioso ao unir referências das religiões de matriz africana, como os orixás Xangô e Oxum, com figuras do cristianismo, como São João Batista e o Cristo Redentor. Essa fusão não é apenas estética, mas reforça a mensagem central do samba-enredo: a busca pela harmonia, tolerância e união entre diferentes povos e crenças. Inspirada na ópera homônima de Altay Veloso, a letra acompanha a trajetória de Ogundana, um africano que atravessa culturas levando mensagens de paz e respeito.
A passagem “Cruzei Egito, Roma e Judeia / Amei Judith, a flor de Cesareia” evidencia o personagem como um mensageiro universal, capaz de transitar entre diferentes tradições. Já o trecho “O Rei dos reis que conheci se espanta / E chora com essa guerra santa / Que sangra esse planeta azul” faz uma crítica direta à intolerância religiosa e aos conflitos motivados pela fé, conectando o passado bíblico à atualidade. Ao afirmar “Cuidado com a intolerância / Tu és a pátria da esperança”, a letra convoca o Brasil a valorizar sua diversidade e a proteger a bênção de Olorum e do Cruzeiro do Sul. Assim, o samba-enredo celebra a ancestralidade africana, a espiritualidade plural e a esperança em um futuro de respeito mútuo, alinhando-se ao enredo da Viradouro em 2016.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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