
A Volta do Filho Pródigo
Zé Rodrix
Desilusão e pertencimento em "A Volta do Filho Pródigo"
"A Volta do Filho Pródigo", de Zé Rodrix, apresenta uma releitura da conhecida parábola bíblica, mas sem o final de reconciliação e acolhimento. Na canção, o retorno do protagonista à casa da família não traz redenção nem transformação. O verso repetido “Me olhando como se eu não existisse” destaca a indiferença dos pais, irmãos e empregados, reforçando o sentimento de invisibilidade e alienação. Esses temas refletem o contexto da contracultura dos anos 1970, quando muitos jovens buscavam romper com padrões familiares e sociais, mas, ao voltar para casa, encontravam o mesmo ambiente frio e distante de antes.
A letra utiliza imagens concretas, como a “casa de fazenda”, “empregadas, vacas e colonos” e o “bebê dormindo na penumbra”, para criar um cenário estático, que contrasta com a expectativa de mudança do protagonista. O trecho “Eu esperava uma mudança neles” revela a frustração diante da estagnação familiar, enquanto a repetição de cenas e personagens sugere um ciclo contínuo de indiferença. A solidão é sintetizada em “a solidão do corredor comprido / Me apertando a cabeça e a garganta”, mostrando que o retorno ao lar não resolve o sentimento de não pertencimento, mas o intensifica. Assim, Zé Rodrix transforma a história do filho pródigo em uma reflexão sobre identidade, expectativas frustradas e a dificuldade de romper com padrões familiares enraizados.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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