
Babylon
Zeca Baleiro
Contraste entre fantasia e realidade em "Babylon" de Zeca Baleiro
Em "Babylon", Zeca Baleiro utiliza o humor e a ironia para expor o contraste entre o desejo de luxo e a realidade das dificuldades financeiras. A letra faz referência a itens de ostentação, como "pão de ló e möet Chandon", "Manhattan by night" e passeios de iate, criando uma atmosfera de fantasia e prazer. No entanto, essa imagem é rapidamente quebrada por versos que mostram a falta de dinheiro até para necessidades básicas: "Não tenho dinheiro pra pagar a minha yoga / Não tenho dinheiro pra bancar a minha droga / Eu não tenho renda pra descolar a merenda". Essa justaposição evidencia um escapismo irônico, onde o sonho de Babilônia — símbolo de uma vida de excessos — serve como fuga para a dureza do cotidiano.
O narrador se apresenta como um bon vivant, mas não esconde sua situação precária, dizendo que "anda roto" e está "cansado de ser caça". Mesmo assim, convida a parceira a esquecer os problemas e viver intensamente, reforçado pelo refrão "vamos pra Babylon". O verso "vou botar minh'alma à venda" resume o dilema entre manter valores pessoais e ceder à tentação de uma vida mais fácil, ainda que ilusória. Dessa forma, "Babylon" faz uma crítica bem-humorada à desigualdade social e à busca incessante por status, usando a sátira para mostrar como o desejo de escapar das limitações é universal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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