
Maldição
Zeca Baleiro
Resistência e autenticidade em “Maldição” de Zeca Baleiro
Em “Maldição”, Zeca Baleiro ressignifica o termo tradicionalmente negativo ao transformá-lo em um tributo aos artistas que desafiam padrões e vivem à margem do convencional. Ao citar nomes como Baudelaire, Macalé, Luiz Melodia, Rimbaud, Edgar Allan Poe, Van Gogh, Waly Salomão e Itamar Assumpção, Baleiro constrói um verdadeiro panteão de figuras consideradas "malditas" — artistas que, por sua ousadia e originalidade, foram incompreendidos ou rejeitados pelo mainstream, mas cuja importância é celebrada na canção. O verso “O meu coração não quer dinheiro, quer poesia!” destaca a valorização da arte e da sensibilidade acima do materialismo, reforçando a ideia de que a verdadeira riqueza está na criação artística e na paixão.
A letra também utiliza ironia e crítica social, como em “Vicentinho, Van Gogh, Luiza Erundina / Voltem pro sertão / Pra plantar feijão / Tulipas, para a burguesia”. Aqui, Baleiro mistura referências do sertão brasileiro, da política (Erundina) e da arte europeia (Van Gogh), sugerindo que tanto a arte quanto a política deveriam servir ao povo, enquanto o luxo fica restrito à elite. Ao concluir com “O resto é perfumaria”, o compositor enfatiza que, diante da autenticidade e ousadia desses artistas, tudo o mais é superficial. Assim, “Maldição” funciona como homenagem e crítica, celebrando quem faz da arte um ato de resistência e autenticidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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