
Não Tenho Tempo
Zeca Baleiro
Reflexão sobre o tempo e vulnerabilidade em “Não Tenho Tempo”
“Não Tenho Tempo”, de Zeca Baleiro, aborda de forma direta a sensação de impotência diante da passagem rápida do tempo. Nos versos “Eu não tenho tempo, eu não sei voar” e “Dias passam como nuvens”, o artista usa imagens simples para mostrar como os dias se esvaem quase sem serem notados. A comparação dos dias com nuvens reforça a ideia de transitoriedade e leveza, enquanto a afirmação “não vai passar” junto com as nuvens revela o desejo de resistir ao fluxo do tempo, mesmo sabendo que isso é impossível.
A repetição de “Eu não tenho medo” funciona como um mantra, sugerindo uma tentativa de convencer a si mesmo de que não teme a vulnerabilidade diante do tempo. No entanto, o tom melancólico da música indica o contrário. Elementos do cotidiano, como “um sapato branco” e “um cavalo branco”, aparecem ao lado do “riso amarelo”, expressão popular para um sorriso forçado. Isso cria um contraste entre o desejo de pureza e liberdade e a resignação diante das limitações da vida. O trecho “Eu não tenho tempo de me ouvir cantar / Eu não tenho tempo de me ver chorar” reforça como a correria do dia a dia impede o autoconhecimento e o contato com as próprias emoções, refletindo a luta para equilibrar as pressões cotidianas com a busca por um sentido mais profundo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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