
Minha Casa
Zeca Baleiro
Reflexão sobre pertencimento e busca em “Minha Casa”
Em “Minha Casa”, Zeca Baleiro constrói uma reflexão sobre inquietação, pertencimento e a busca por sentido diante das incertezas da vida. A referência ao poeta russo Maiakovski, conhecido por sua inquietação e desejo de transformação, aparece nos versos “Não quero ser triste / Como o poeta que envelhece / Lendo Maiakóvski / Na loja de conveniência”. Aqui, Baleiro contrapõe a melancolia da estagnação à vontade de seguir em frente, mesmo sem garantias. A imagem de “tatear estrelas distraídas” reforça essa busca por sentido em meio ao desconhecido, mostrando que a jornada é feita de tentativas e não de certezas.
A canção também aborda a tensão entre passado e futuro, como em “É mais fácil mimeografar o passado / Que imprimir o futuro”. O artista critica o apego ao que já foi vivido e destaca a coragem necessária para arriscar o novo. As metáforas das “tempestades que não param” e da falta de “para-raios” simbolizam os desafios constantes e a vulnerabilidade diante da vida, mas também a necessidade de seguir adiante, expressa em “Mesmo que não venha o trem / Não posso parar”. No final, ao observar o mundo passar “como passa uma escola de samba”, Baleiro sugere uma postura contemplativa, mas ativa, em busca de pertencimento e identidade. A casa, repetida ao longo da música, representa tanto abrigo quanto ponto de partida para novas experiências, reforçando o tom intimista e esperançoso do álbum “Líricas”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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