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LetraSignificado

    Crítica bem-humorada à arte contemporânea em “Bienal”

    A música “Bienal”, de Zeca Baleiro com participação de Zé Ramalho, faz uma crítica irônica e divertida ao universo da arte contemporânea, especialmente ao ambiente das grandes exposições como as bienais. Logo no início, a letra brinca com a ideia de "desmaterializar" a obra de arte, criando quadros com elementos absurdos, como "moléculas de hidrogênio" e "fios de pentelho de um velho armênio", satirizando a busca por originalidade extrema e o uso de materiais inusitados que desafiam o senso comum. O narrador também ironiza a mistura de estilos e rótulos, usando termos como "barrococó figurativo neo-expressionista" e "arte nouveau pós-surrealista", para mostrar o excesso de classificações e a complexidade artificial do discurso artístico.

    O tom de sátira aumenta quando a mãe do narrador, representando o público comum, reage com estranhamento: "Meu filho, isso é mais estranho que o cu da jia / E muito mais feio que um hipopótamo insone". Essa passagem evidencia o distanciamento entre a arte conceitual e a compreensão popular, sugerindo que, para entender certas obras, seria preciso recorrer a explicações complicadas, como "ler o segundo caderno" (referência aos cadernos de cultura dos jornais) ou "calcular o produto bruto interno". A letra ainda faz piada com a reciclagem de materiais e a apropriação de referências globais, misturando nomes como Basquiat e Nova York com elementos tipicamente brasileiros, como "pichar com dendê de vatapá / Uma psicodélica baiana". A participação de Zé Ramalho reforça a mistura de estilos e a irreverência da faixa. No final, a música brinca com a ideia de que a arte contemporânea pode tudo, até "fazer cair neve em Teresina" ou "desintegrar o poder da bactéria" com o "clarão do raio da silibrina" (um termo inventado, que acentua o tom nonsense). “Bienal” é uma sátira criativa ao mundo da arte, questionando seus exageros, sua linguagem fechada e a distância entre artistas e público, sem perder o bom humor.

    Composição: Zeca Baleiro. Essa informação está errada? Nos avise.

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