
Muzak
Zeca Baleiro
Reflexão sobre alienação e identidade em “Muzak”
Em “Muzak”, Zeca Baleiro utiliza o termo que remete à música ambiente impessoal, comum em salas de espera, para simbolizar um estado de anestesia emocional e alienação diante da rotina. Isso aparece claramente nos versos: “Na ante-sala do dentista ouço meu Muzak / Me entorpeço, esqueço meu coração, frágil badulaque”. Aqui, o artista sugere que, em meio à repetição do cotidiano, as emoções acabam sendo deixadas de lado, tornando-se pequenas e sem valor, como um objeto qualquer.
A letra também explora a sensação de deslocamento e falta de pertencimento ao citar lugares diversos como Arari, Nova York, Cariri e Bangkok. Essa multiplicidade de cenários reforça a ideia de que o sujeito está em todo lugar e, ao mesmo tempo, em lugar nenhum. A dúvida existencial surge no verso: “Nem tudo é meu, e quem sou eu além de tudo”, mostrando um questionamento sobre identidade em um mundo globalizado. O refrão, com perguntas sobre ver, crer, ter e para quem, aprofunda o tom reflexivo e irônico, questionando o sentido das posses e crenças. A escolha dos instrumentos, como órgão e bateria, contribui para a atmosfera introspectiva e de deslocamento, alinhando a sonoridade ao tema da letra.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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