
O Desejo
Zeca Baleiro
Crítica ao consumismo e vazio em "O Desejo" de Zeca Baleiro
Em "O Desejo", Zeca Baleiro faz uma crítica direta ao materialismo e à busca incessante por bens de consumo. A letra, inspirada pela angústia de viver em uma sociedade consumista, expõe como o desejo por conquistas materiais se transforma em uma ferida aberta, trazendo insatisfação e vazio. O refrão, "Você faz planos, planeja / Deseja, o desejo sangra / Quer uma casa em angra / Quer carro, iPad, família / Filhos na universidade", mostra de forma clara o ciclo de querer sempre mais, sem nunca encontrar satisfação real. A repetição desses versos reforça a ideia de que o desejo nunca se completa, alimentando uma sensação constante de falta.
A participação de Chorão intensifica o tom melancólico da música, principalmente nos versos "No silêncio da noite sem sono / Você se sente como um cão sem dono / E se pergunta o que restou do amor / Do sonho, pura ambição / Só suor, lágrimas, sangue / Perda, pó e solidão". Aqui, a letra evidencia que a busca por status e posses leva à solidão e à perda de sentido. A crítica social se aprofunda ao abordar a crise de valores, como em "Dolarizando a bandeira, subvertendo a questão / A marcha da falência dos valores da nação", conectando o desejo individual ao contexto coletivo de decadência ética. O verso "Quem tudo quer nada tem / Dizia o cego na porta da igreja" resume a mensagem central: a obsessão pelo ter esvazia o ser, deixando apenas o vazio, para o qual "não há um só remédio em toda medicina".
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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