
Palavra Acesa
Zeca Baleiro
Duplo sentido e resistência em “Palavra Acesa” de Zeca Baleiro
Em “Palavra Acesa”, Zeca Baleiro interpreta um poema de José Chagas que utiliza a repetição da expressão “pra ti, amada” de forma ambígua. Além de se referir a uma pessoa amada, a frase pode ser entendida como “pátria amada”, uma escolha intencional do poeta para contornar a censura vigente na época em que o texto foi escrito. Essa ambiguidade amplia o significado da música, permitindo que a mensagem de beleza e resistência das palavras seja direcionada tanto a um indivíduo quanto ao país, especialmente em períodos de repressão política.
A letra destaca o poder transformador da palavra, comparando-a a elementos essenciais como pão, fala, tinta e cama, que representam necessidades básicas e formas de expressão. No trecho “palavra quando acesa / não queima em vão / deixa uma beleza posta em seu carvão”, a canção sugere que a palavra, mesmo surgindo do sofrimento ou da luta, deixa um legado de beleza e significado. A musicalidade do poema, influenciada pela experiência de José Chagas como saxofonista, se reflete na cadência e sensibilidade dos versos, criando uma atmosfera de reflexão sobre o poder da linguagem de tocar, consolar ou provocar, sem jamais ser vazia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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