
Tempestade
Zélia Duncan
Dor e crítica social entrelaçadas em “Tempestade”
Em “Tempestade”, Zélia Duncan mistura a dor da ausência de um amor com uma crítica social direta, usando a tempestade como metáfora para ambos os sofrimentos. No verso “A tempestade me assusta / Como sua ausência”, ela compara o impacto devastador da perda pessoal à força de um fenômeno natural. Já em “Enquanto não durmo / Enquanto te espero / E chove no mundo / Eu não me acostumo / Com a falta de rumo brasileiro”, a artista amplia o sentimento de desamparo, conectando a solidão individual à sensação de incerteza e desalento diante dos problemas do Brasil.
A letra traz imagens urbanas fortes, como em “Penso no homem que dorme / Nas ruas do rio / E agora flutua nos rios da rua”, destacando a dura realidade dos moradores de rua e as desigualdades sociais, especialmente no Rio de Janeiro. O contraste entre a “Vieira Souto”, avenida de luxo, e os “barracos na beira do abismo” evidencia a distância entre riqueza e pobreza. Quando Zélia canta “nosso amor / Sem risco e sem glória / Se escora na história / Do país do desgosto”, ela sugere que até as relações pessoais são afetadas pelo contexto social, tornando-se frágeis diante das adversidades coletivas. Assim, “Tempestade” se destaca por unir o drama íntimo à crítica social, usando a chuva e o caos como símbolos de uma melancolia que é tanto pessoal quanto nacional.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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