
Ousadia No Fundo Do Mar
Zéu Britto
Duplo sentido e crítica social em “Ousadia No Fundo Do Mar”
"Ousadia No Fundo Do Mar", de Zéu Britto, se destaca pelo uso explícito de duplos sentidos e metáforas sexuais para criar um cenário marinho completamente subvertido. Logo no início, o verso “Depois que estupraram o siri, só rola ousadia no fundo do mar” define o tom provocativo e satírico da música, sugerindo que um evento traumático desencadeou uma onda de comportamentos ousados entre os habitantes do oceano. Zéu Britto utiliza nomes de animais marinhos em situações sexualizadas, como em “A crustácia jovenzinha, já se prostitui dentro da moca da sardinha” e “É polvo na pova, é moreia na moreia!”, reforçando o humor irreverente e o jogo de palavras característicos do artista.
A letra constrói uma narrativa absurda e exagerada, onde até mesmo os “policiais moluscos” não conseguem conter a “profusão sexual” que domina o ambiente. Imagens como “É bacanal no bacalhau!” e “A lagosta, obscena, acorrentou as piabas e obrigou-as a transar” ironizam tanto a repressão quanto a libertação dos instintos. O refrão repetitivo “Só rola ousadia... no fundo do mar” reforça a ideia de que, após a quebra de um tabu, não há mais limites para a ousadia e a experimentação. Assim, Zéu Britto transforma o fundo do mar em uma metáfora para espaços sociais onde normas e comportamentos são questionados, usando o exagero e o humor para provocar reflexão e risos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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