
Vou Ter Que Tomar Uma
Zezé Di Camargo
Dor no balcão em “Vou Ter Que Tomar Uma”, de Zezé Di Camargo
O narrador sabe que a bebida não cura — “sei que não vou esquecer porra nenhuma” —, mas transforma a perda em acerto de contas: se ele sofre, o dono do bar lucra. Esse humor cínico combina com Rústico, projeto que Zezé Di Camargo concebeu isolado na fazenda para resgatar o jeito direto e interiorano de falar de desamor. Estão lá o balcão, a fala coloquial (“vou ter que tomar uma”) e a malandragem sertaneja. Até o verso “Ao menos dois de nós vai ser feliz” tem veneno: ele torce o “nós” para incluir a ex e o dono do bar, deixando a si mesmo de fora — ironia com um toque de ciúme.
A história é objetiva: fim de relacionamento, bar como anestesia e uma bravata para segurar a onda (“hoje eu tô solteiro, eu tô por conta”). As imagens são claras: beber para esquecer, a “felicidade” que ela “roubou de mim e deu pra outro”, e o refrão repetido como teimosia emocional. “Manda / mais uma gelada” marca o ritmo da noite e o humor de sofrência; “pronto pra outra” joga com duplo sentido — outra cerveja ou outro romance —, tentando encobrir a dor. A canção retoma o sertanejo tradicional com pegada popular: o clipe gravado em Goiânia e o boom de visualizações mostram a identificação do público. Na primeira pessoa e com repetição, Zezé transforma a ressaca sentimental em conversa de balcão: alguém perde, alguém lucra, e ele brinda para ver se a saudade dá trégua.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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