
Cana Caiana
Zezé Motta
Identidade e ancestralidade em “Cana Caiana” de Zezé Motta
A música “Cana Caiana”, interpretada por Zezé Motta, destaca a relação profunda entre identidade, território e ancestralidade na região de Campos dos Goytacazes, interior do Rio de Janeiro. Logo no início, a protagonista afirma: “Carioca? Não, eu nasci em campos”, rejeitando a identidade urbana do Rio para valorizar suas raízes rurais. A cana-de-açúcar e a usina Barcelos aparecem como símbolos centrais da economia e da vida local, reforçando o orgulho de pertencer a esse contexto.
A expressão “cana caiana” vai além da referência à variedade da planta; ela funciona como metáfora para a força, doçura e resistência da mulher retratada. Ao se descrever como “dona dos canaviais” e “ouro negro de campos”, a letra associa a riqueza da cana ao petróleo, mas também sugere orgulho da cor e da ancestralidade negra. Elementos sensoriais, como “cheiro a doce de coco feito no tacho dourado” e “pele macia, cor de canela”, aproximam a feminilidade da terra e das tradições populares. Termos como “escrava, cigana, rainha” evidenciam a complexidade dessa identidade, marcada por opressão, liberdade e realeza simbólica. O refrão “brinquei nos canaviais” remete à infância livre e à conexão vital com o território. Assim, “Cana Caiana” celebra a força feminina, a cultura regional e o orgulho das origens, valorizando a beleza e a riqueza do Brasil interiorano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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