
Lamento Sertanejo
Zezo
Resistência e esperança no sertão em “Lamento Sertanejo”
“Lamento Sertanejo”, interpretada por Zezo, retrata de forma clara o sofrimento causado pela seca no sertão nordestino, mas também destaca a força e a esperança do povo da região. O verso “Minha casa já virou tapera já não presta mais / Fico esperando e a chuva não cai” evidencia tanto a destruição material quanto o sentimento de abandono e impotência do sertanejo, que depende da chuva para sobreviver. A repetição de “E a chuva não cai” reforça a persistência desse sofrimento, tornando o lamento do sanfoneiro ainda mais marcante.
Enquanto a versão original de Dominguinhos e Gilberto Gil abordava a saudade e as dificuldades de adaptação na cidade grande, Zezo direciona o foco para as adversidades do sertão: a fome, a morte do gado e das crianças, e a perda da dignidade, simbolizada pela casa em ruínas. O trecho “Meu Deus, se eu não sei rezar lhe peço o meu perdão / Só queria que chovesse aqui no meu sertão” revela a fé simples e a humildade do povo sertanejo, que, mesmo diante das dificuldades, mantém a esperança de dias melhores. A música termina com uma mensagem de renovação: “Nasce o algodão e o gado berra / E a minha sanfona volta a tocar”, mostrando que a alegria e a cultura do sertão renascem com a chegada da chuva, reforçando a ligação entre a natureza, a sobrevivência e a música na vida nordestina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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