
Ninguém É de Ninguém
Zezo
“Ninguém É de Ninguém”: convivência sem afeto e adeus
O eixo da canção é admitir a convivência sem vínculo: “Moro contigo mas vivendo separado”. Zezo usa ditados e gírias nordestinas como “arenga” e “desmantelo” para dar chão popular à ruptura. A história mostra dois que dividem o teto, mas não o afeto: “desamando, desamado, enganando e enganado”. Esse “enganando” pode ser traição literal ou autoengano, a tentativa de manter uma fachada que já não se sustenta. Daí a sequência de desencontros — “você quer e eu não quero” — até a constatação seca: “Eu não tenho você, você não me tem”. A síntese vem no ditado que nomeia a faixa e encerra o raciocínio: “Na vida tudo passa, ninguém é de ninguém”.
A letra constrói esse clima com máximas repetidas e linguagem do dia a dia. O refrão de provérbio — “É melhor viver sozinho do que mal acompanhado” — aparece para firmar o princípio prático que orienta a decisão e dialoga com o título, reforçando a ideia de que ninguém pertence a ninguém. Expressões como “lenga-lenga”, “lero-lero” e “dor de cotovelo” escancaram a rotina de brigas e o cansaço sem melodrama, num tom direto típico do brega e do forró que ajudaram a fazer de Zezo, “O Príncipe dos Teclados”, referência no Norte e Nordeste. O resultado é um retrato honesto de um amor virado hábito e sofrimento, com a lucidez resignada de quem percebe que, se nada muda, é melhor cada um seguir seu rumo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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