
Zé da Onça
Zito Borborema
Humor e malícia nas relações em "Zé da Onça"
"Zé da Onça", de Zito Borborema, se destaca pelo uso inteligente do humor e da malícia para abordar um tema delicado: o interesse de Zé da Onça em ocupar o lugar do marido de Sinhá Chiquinha, caso ele venha a falecer. A letra é construída como um diálogo espirituoso, onde Zé da Onça demonstra esperteza e ousadia, enquanto Chiquinha, apesar de mostrar preocupação com o marido, não rejeita claramente as investidas do pretendente. Essa ambiguidade nas intenções de Chiquinha adiciona uma camada de complexidade à narrativa, tornando a música envolvente e divertida.
O contexto do forró tradicional é fundamental para entender a canção. A música faz uso de expressões regionais e duplos sentidos, elementos típicos do gênero. Um exemplo marcante é quando Zé da Onça afirma: “A despesa do enterro eu passo, sinhá chiquinha / A senhora é muito cheirosinha”, misturando uma oferta prática com uma cantada direta, o que reforça o tom descontraído e picante. O verso “A primeira labimgoxada é minha” (expressão de duplo sentido, sugerindo um beijo ou gesto de carinho mais ousado) intensifica o clima malicioso e brincalhão, sem perder a leveza. A participação de Chiquinha do Acordeon, esposa de Zito Borborema na vida real, traz ainda mais autenticidade ao diálogo, transformando a música em um retrato bem-humorado das relações e costumes do sertão nordestino.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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