Poema Rítmico do Malandro
Zito Righi
Ironia e resistência em "Poema Rítmico do Malandro" de Zito Righi
"Poema Rítmico do Malandro", de Zito Righi, utiliza a ironia para retratar a vida do malandro carioca. Logo no início, versos como “Que vida mais besta, que coisa mais linda / Ser bamba no morro, ser sambista de fato” mostram o contraste entre o glamour e as dificuldades desse personagem. A letra brinca com o estereótipo do malandro, destacando tanto o lado boêmio quanto os perigos e desafios do cotidiano nos morros do Rio de Janeiro. O trecho “Nunca corro, me matam ou mato!” evidencia a bravata típica, mas também revela a dureza e o risco constante dessa vida, equilibrando o romantismo do samba com a realidade social.
A música foi lançada em 1969, período marcado pela fusão do samba com elementos psicodélicos, o que se reflete na atmosfera quase alucinógena da canção, especialmente quando a banda é apresentada como indo para “Alucinolândia”. A interpretação falada e rítmica de Sônia Santos antecipa o estilo do rap, tornando a narrativa inovadora para a época. O carnaval aparece como o momento de maior liberdade e inversão de valores: “Aqui tudo vale qualquer absurdo / E é nesse dia, assaz, diferente / Que o malandro é mais homem no meio da gente!”. O samba é exaltado como forma de resistência e expressão cultural, sintetizado na frase final: “Escrevemos samba no asfalto selvagem”, mostrando o orgulho de transformar a adversidade urbana em arte e alegria.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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