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Maldòn (La Musique Dans La Peau)

Zouk Machine

Liberdade feminina e cotidiano em “Maldòn (La Musique Dans La Peau)”

"Maldòn (La Musique Dans La Peau)", do grupo Zouk Machine, destaca como a música pode transformar a rotina doméstica em um espaço de liberdade e resistência para as mulheres. A letra descreve tarefas diárias como “Nétwayé, baléyé, astiké / Kaz la toujou penpan” (limpar, varrer, polir / a casa sempre arrumada), mostrando o peso das responsabilidades do lar. No entanto, ao mesmo tempo, revela a insatisfação da protagonista com o papel tradicional de "madòn" (mulher submissa e dedicada apenas à casa), sugerindo o desejo de algo além da rotina.

O refrão “La musique dans la peau” (a música na pele) simboliza como a personagem encontra na música uma forma de se reconectar consigo mesma e escapar das limitações impostas. O tom leve e irreverente aparece quando ela pede para não ser tratada como “saké ni maldòn” (alguém que só serve para receber ordens ou ser repreendida) e exige “ban fil pou mwen pé boujé” (me dê liberdade para eu me mexer), deixando claro seu pedido por autonomia e reconhecimento. Lançada no final dos anos 1980, a canção se tornou um símbolo de independência feminina, especialmente entre mulheres, ao misturar crítica social e celebração. Assim, "Maldòn" usa o zouk para transmitir uma mensagem de empoderamento, mostrando que é possível encontrar alegria e autoafirmação mesmo diante das pressões do cotidiano.


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