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La Donna E Mobile

Zucchero

Ironia e crítica social em "La Donna E Mobile" de Zucchero

"La Donna E Mobile", interpretada por Zucchero, traz uma ironia marcante ao comparar a mulher a uma pluma ao vento, sugerindo leveza e imprevisibilidade. A letra, originalmente cantada pelo Duque de Mântua na ópera, apresenta uma visão estereotipada das mulheres, evidenciada em versos como “muta d'accento – e di pensier” (muda de tom e de pensamento). Essa abordagem não só caracteriza o Duque como um conquistador superficial, mas também provoca o público com sua melodia envolvente e clima descontraído.

O trecho “E sempre misero chi a lei s'affida, chi le confida mal cauto il cor!” (E sempre miserável quem nela confia, quem lhe entrega descuidado o coração!) reforça o tom irônico da música. Ao mesmo tempo, sugere que, apesar dos riscos, o fascínio pelo amor feminino é inevitável. Essa dualidade entre crítica e admiração é central para a canção, que, mesmo com sua leveza, reflete sobre as relações amorosas e a vulnerabilidade masculina diante do desejo. O contexto histórico e a popularidade da ária, inclusive entre gondoleiros venezianos, mostram como a música ultrapassou a ópera, tornando-se um símbolo cultural de humor, leveza e crítica social. A interpretação de Zucchero, ao lado de grandes nomes da música, reforça a atemporalidade e o apelo universal dessa obra.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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