
Batuque do Morro Velho
Zuzuca
Tradições e ancestralidade em “Batuque do Morro Velho” de Zuzuca
“Batuque do Morro Velho”, de Zuzuca, explora a memória afetiva do campo e das tradições afro-brasileiras, mostrando como esses elementos formam a base do samba. O trecho “Morro velho das palmeiras, onde canta o sabiá; Morro velho das jaqueiras, de sinhô e de sinhá” destaca a paisagem rural e faz referência à estrutura social do período escravocrata, com a presença dos senhores e senhoras da fazenda. As expressões “sinhô” e “sinhá” remetem diretamente a esse contexto histórico, mas a saudade expressa na música vai além da terra: ela fala de um tempo em que as manifestações culturais negras, como o batuque e as festas para os Orixás, eram centrais na vida comunitária.
Zuzuca homenageia as raízes afro-brasileiras do samba ao valorizar as festas e promessas aos Orixás, como em “Os negros, em dias de festas, cantando em promessa aos nossos orixás”. Essa referência à religiosidade de matriz africana reforça o respeito e a valorização das tradições que resistiram à opressão. O verso “No mato tem, oi, no mato mora / Mestre dourado, lambari que puxa tora!” traz elementos do cotidiano rural, citando peixes típicos de rios do interior e reforçando o vínculo com a natureza e a simplicidade do campo. O refrão “Ôôôô, que saudade da fazenda do sinhô!” transmite um sentimento de pertencimento e reverência às origens, celebrando a cultura e as memórias de um Brasil profundo e ancestral.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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