
Aguenta a Mão, João
Adoniran Barbosa
Resiliência e humor popular em "Aguenta a Mão, João"
"Aguenta a Mão, João", de Adoniran Barbosa, retrata com humor e linguagem coloquial a difícil realidade dos moradores de favelas em São Paulo nos anos 1960, especialmente durante as enchentes que destruíam suas casas. A expressão "aguenta a mão" — gíria paulistana para "tenha paciência" ou "mantenha a calma" — é central na música, transmitindo a ideia de resiliência diante das adversidades. Ao aconselhar João a não reclamar porque "a chuva só levou a sua cama", a letra minimiza a tragédia individual ao compará-la com a situação ainda pior de Cibide, que perdeu quase tudo, inclusive objetos de valor sentimental, como "um par de meia que era de muita estimação".
Adoniran Barbosa usa o humor e o linguajar popular para mostrar a solidariedade e o espírito de sobrevivência das camadas mais pobres da cidade. O tom irônico, presente em frases como "amanhã tu levanta um barracão muito melhor", sugere uma esperança simples, mas também faz uma crítica sutil à precariedade dessas vidas. Ao mencionar que Cibide "anda por aí com uma mão atrás e outra na frente", Adoniran reforça o senso de perda total, mas sem perder o tom descontraído. Assim, a música transforma a tragédia cotidiana em uma crônica urbana marcada por humanidade, empatia e resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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