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Armistício

Adoniran Barbosa

Humor e ironia sobre limites em "Armistício" de Adoniran Barbosa

Em "Armistício", Adoniran Barbosa aborda a quebra de confiança em um relacionamento usando seu humor característico. Logo no início, ele adapta o ditado popular no verso “Quem faz uma, faz duas, faz três”, mostrando que, quando alguém repete o mesmo erro, fica difícil acreditar em mudanças. O trecho “você fez uma, você fez duas, mas três não vou deixar você fazer” deixa claro que o narrador chegou ao limite da paciência, estabelecendo um ponto final para as desculpas e recaídas.

O uso do termo “armistício”, normalmente associado a acordos de paz em guerras, aparece de forma irônica. Aqui, ele sugere que a pessoa que errou busca um acordo para evitar as consequências de seus atos, mas o narrador já não está disposto a perdoar novamente. A metáfora da ovelha “que perde o pêlo mas não perde o vício” reforça a ideia de que certos hábitos ruins permanecem, mesmo quando há tentativas de mudança. Adoniran transforma uma situação cotidiana em algo leve e fácil de se identificar, misturando crítica e sensibilidade sem perder o tom descontraído que marca sua obra.

Composição: Eduardo Gudin, Adoniran Barbosa. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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