
Viaduto Santa Efigênia
Adoniran Barbosa
Memória e resistência em “Viaduto Santa Efigênia” de Adoniran Barbosa
A música “Viaduto Santa Efigênia”, de Adoniran Barbosa, destaca como a memória de um lugar pode se misturar à própria história das pessoas. O convite para Eugênia ver o viaduto restaurado vai além de admirar uma construção: é um gesto de resgate das lembranças e da identidade paulistana, ameaçadas pelas mudanças urbanas. O viaduto, que quase foi demolido nos anos 1970 para a construção do metrô, representa a resistência contra o esquecimento da história e das experiências vividas ali, como mostra a letra: “Foi aqui, que você nasceu / Foi aqui, que você cresceu / Foi aqui que você conheceu / O seu primeiro amor”.
Quando Eugênia diz que “usava luto” e pensava em ir embora caso o viaduto fosse destruído, o sentimento de perda e luto simbólico diante da ameaça ao patrimônio cultural fica evidente. Adoniran Barbosa compôs a canção como um protesto, expressando sua preocupação com a preservação da memória coletiva e a importância de manter vivas as referências que formam a identidade da cidade. A frase final, “Quero ficar ausente / O que os olhos não vê / O coração não sente”, traz uma melancolia resignada, sugerindo que, diante da perda, afastar-se seria a única forma de não sofrer. Assim, a música transforma o viaduto em símbolo de resistência e afeto, celebrando a permanência do que faz parte da história e do coração de São Paulo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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