
Apaga o Fogo Mané
Adoniran Barbosa
Ruptura e cotidiano popular em "Apaga o Fogo Mané"
Em "Apaga o Fogo Mané", Adoniran Barbosa transforma um drama pessoal em uma cena do dia a dia, usando a linguagem simples e o humor sutil das classes populares paulistanas dos anos 1950. A saída de Inez, que diz estar indo comprar um pavio para o lampião, é na verdade uma despedida definitiva. O bilhete deixado perto do fogão — "Pode apagar o fogo mané que eu não volto mais" — resume a separação de forma direta e irônica, reforçando o tom coloquial e resignado da música.
A canção mostra a solidão e o abandono vividos por Mané, um trabalhador urbano típico das composições de Adoniran. Ele percorre a cidade em busca de Inez, passando por lugares como a Central, o hospital e até a delegacia, o que evidencia seu desespero e impotência diante do sumiço da companheira. As expressões simples e a ambientação doméstica — acender o fogão, esquentar água, esperar no portão — aproximam a história do cotidiano do público, tornando o drama fácil de se identificar. O título e o refrão têm duplo sentido: além de sugerirem literalmente apagar o fogo do fogão, também podem ser entendidos como um pedido para Mané apagar a paixão ou a esperança, já que Inez não voltará mais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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