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Crítica social e ironia em "Pigs" expõem ganância institucional

Em "Pigs", Aesop Rock utiliza a imagem do porco como uma metáfora contundente para denunciar líderes gananciosos e corruptos. Diferente do uso tradicional que associa "pigs" apenas a policiais, aqui o termo representa todos que se beneficiam do sistema, explorando recursos e poder sem limites. Logo no início, versos como “sharks in the dunk tank, vipers in the garden” (tubarões no tanque de mergulho, víboras no jardim) e a menção a “locusts” (gafanhotos) roubando do mercado local reforçam a ideia de um ambiente dominado por predadores disfarçados e exploração desenfreada. A crítica se aprofunda ao descrever os porcos como “gluttonous muddy stomachs under the pudgy cakehole” (barrigas lamacentas e glutonas sob bocas gordas) e “chewing up every cookie, crumb, and peso” (mastigando cada biscoito, migalha e peso), atacando diretamente a ganância institucionalizada.

Aesop Rock usa ironia ao sugerir que, se Noé soubesse o que viria, teria deixado os porcos fora da arca, e repete o insulto no refrão para enfatizar o desprezo. No segundo verso, ele mistura referências culturais e imagens grotescas para mostrar como esses "pigs" se multiplicam e se adaptam, sempre em busca de mais riqueza e status: “Wilburs multiply quicker than triples and hunt their truffles in fistfuls” (Wilburs se multiplicam mais rápido que coelhos e caçam suas trufas aos punhados). O sarcasmo cresce ao ridicularizar a ostentação e hipocrisia dessas figuras: “Bougie this and Bougie that... War pig or pussy cat... Glitzy to the pork ribs, had to gold-leaf the booby traps” (Burguês isso, burguês aquilo... Porco de guerra ou gato manso... Brilham até as costelas de porco, precisaram folhear as armadilhas).

No último verso, a crítica se volta para a relação promíscua entre poder, dinheiro e exploração: “Corporates fund, allure 'em, and they whore 'em / Or does he whore to corporates to expand the more important forums for 'em?” (Corporativos financiam, seduzem e os prostituem / Ou será que ele se prostitui para os corporativos para expandir fóruns mais importantes para eles?). Aesop expõe o ciclo em que os porcos se alimentam do trabalho alheio, enquanto os verdadeiros trabalhadores, “worms who shovel shit and yellow snow” (vermes que removem fezes e neve amarela), recebem apenas migalhas. O tom sarcástico e direto, aliado à arte visual de Jeremy Fish, reforça a crítica à elite gananciosa, deixando claro que, para Aesop Rock, esses "pigs" são o verdadeiro problema a ser enfrentado.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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