Costeiro
Aládio Dullius
Nasci lá em Alecrim, onde o pago é mais bonito
Onde o Rio Uruguai vai contornando o infinito
Sou filho dessa fronteira, desse chão abençoado
Onde tudo que se planta nasce, fruto é multiplicado
Gente simples, gente nossa, povo de fé e de lida
Mão calejada na roça, coração que não se intimida
Fala manso, olho no longe, chapéu quebrado na testa
Gaúcho da beira do rio, que nunca perde a festa
Oh, Rio Uruguai, que banha a minha fronteira
Leva e traz saudade na tua correnteza faceira
No calorão de janeiro, é no teu banho que eu vou me refrescar
Teu espelho d'água me chama, não canso de te olhar
De manhã cedo no porto, o caíco vai cruzando
De um lado pro outro lado, a vida vai se levando
É o leite, é a criança, é a prosa com vizinho
É a travessia da água encurtando o caminho
De tarde o Sol castiga, um calor de rachar o chão
Mas o rio tá ali, esperando, aberto como um irmão
A gurizada se atira, num grito de alegria
E o velho Uruguai abraça quem nas suas águas confia
Oh, Rio Uruguai, que banha a minha fronteira
Leva e traz saudade na tua correnteza faceira
No calorão de janeiro, é no teu banho que eu vou me refrescar
Teu espelho d'água me chama, não canso de te olhar
E se o destino me levar pra longe desse rincão
Por esse mundão afora, com a mala e o violão
Levo Alecrim no peito, marcado a ferro e brasa
Que gaúcho longe do pago, nunca esquece a sua casa
Sou Vaneira, sou fronteira, sou cheiro de terra molhada
Sou filho do Rio Uruguai, dessa gente abençoada
Onde quer que eu ande, o meu amor não tem fim
Sou gaúcho pra sempre, nascido lá em Alecrim



Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Aládio Dullius e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: