
Ciranda da Mãe Nina
Alceu Valença
Saudade e tradição nordestina em “Ciranda da Mãe Nina”
“Ciranda da Mãe Nina”, de Alceu Valença, expressa uma saudade profunda de pessoas, tempos e tradições que parecem estar desaparecendo. A letra utiliza imagens como “laço branco no cabelo da menina Severina” e cita lugares marcantes do Nordeste, como Paulista e Olinda, para reforçar o tom nostálgico e a ligação com a cultura popular da ciranda, dança típica de Pernambuco. Elementos como a “chita” e o “terreiro de Mãe Nina” evocam o ambiente simples e festivo das festas do interior, onde a ciranda representa pertencimento e memória coletiva.
O questionamento “Onde anda aquela estrada / De Paulista ou de Olinda?” e a repetição de “Onde” mostram a busca por algo perdido, seja a infância, a inocência ou a tradição da ciranda. O trecho “A ciranda se acabando / O sol mordendo a madrugada / No compasso da lembrança / Eu aqui sem esperança / Sem ciranda ou cirandá” transmite a sensação de perda e de fim de ciclo, reforçando o sentimento de saudade. No final, ao mencionar “Dessas morenas, mulata / Dessas que a morte mata / E depois chora com pena”, a música sugere a efemeridade da vida e das relações, mas também a intensidade dos sentimentos. Assim, Alceu Valença celebra a cultura nordestina enquanto lamenta sua possível dissolução, usando a ciranda como metáfora para a passagem do tempo e a saudade das raízes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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