
Cordão do Rio Preto
Alceu Valença
Memória e saudade no universo de “Cordão do Rio Preto”
Em “Cordão do Rio Preto”, Alceu Valença retrata a nostalgia das festas populares do Nordeste, especialmente o carnaval, por meio de imagens marcantes como “morena na jinela divirtindo os carnavá”. Essa cena mostra o contraste entre o passado animado e o presente, em que a alegria do carnaval é vivida mais como lembrança do que como experiência real. O uso de expressões regionais, como “jinela” e “carnavá”, reforça a ligação afetiva do artista com sua terra natal e suas tradições.
A letra também destaca personagens típicos do folclore local, como Nezinha, que “pula numa perna só”, e Sá Maria das Dores, figuras que representam a riqueza cultural e a memória coletiva da região. Elementos como o “estandarte desbotado” e a “alegria disfarçada” evidenciam a decadência das festas e o esforço para manter viva uma tradição que já perdeu parte de seu brilho. O verso “Cordão do Rio Preto na garganta dá um nó” resume o sentimento de saudade e o aperto no peito diante da percepção de que aqueles tempos dificilmente voltarão. Assim, Alceu Valença faz uma homenagem sensível à cultura popular nordestina, valorizando tanto sua beleza quanto a dor de vê-la se transformar e, em parte, se perder.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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