
Maracajá
Alceu Valença
Referências culturais e poéticas em “Maracajá” de Alceu Valença
A música “Maracajá”, de Alceu Valença, destaca-se por reunir referências literárias, cinematográficas e culturais do Nordeste para criar uma atmosfera de sonho e encantamento. O verso “Seria o anjo torto do poeta Carlos?” faz referência direta ao poema de Carlos Drummond de Andrade, sugerindo que a bailarina de vestido azul é uma figura singular, marcada por beleza, graça e uma certa excentricidade poética. A menção a “bela Inês, la belle de jour” amplia as interpretações, evocando tanto a personagem do filme francês quanto a figura histórica de Inês de Castro. Ambas são associadas à beleza, mistério e desejo, reforçando o fascínio e a idealização da mulher retratada na canção.
O ambiente da música é enriquecido pelas referências ao maracatu, ritmo tradicional do Nordeste, presentes em versos como “dançando no baque do Maracatu” e “baque virado do Maracatu”. Isso situa a narrativa em um contexto cultural específico e sugere movimento, celebração e sensualidade. A expressão “gata maracajá” funciona como metáfora para uma mulher ágil, sedutora e livre, comparando-a ao felino nativo das Américas. O desejo de “namorar” e ser levado “pra beira do mar” reforça o clima de romance e liberdade, enquanto a repetição de imagens e sons cria uma sensação de sonho, misturando realidade e fantasia de forma leve e envolvente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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