
O Homem da Meia-noite
Alceu Valença
Mistério e tradição em “O Homem da Meia-noite” de Alceu Valença
"O Homem da Meia-noite", de Alceu Valença, retrata o clima de suspense e fascínio que envolve a aparição do famoso boneco gigante, símbolo do carnaval de Olinda. A música transforma esse personagem folclórico em uma figura quase mítica, especialmente no verso “O homem da meia noite, vampiro do carnaval”, que sugere uma aura misteriosa. O boneco surge à meia-noite, horário tradicionalmente ligado ao sobrenatural, mas aqui é ressignificado como o momento mágico que marca o início da folia. O trecho “riso de manequim” reforça esse tom enigmático, já que o sorriso fixo do boneco pode ser visto tanto como acolhedor quanto como algo que “querendo até me enganar”, misturando fascínio e uma leve inquietação.
A letra faz referência direta ao tradicional bloco “O Homem da Meia-Noite”, criado em 1931, e à sua importância para o carnaval pernambucano. Elementos como “vestindo fraque e colete”, “gigantes pernas de pau” e “descendo a ladeira” retratam a imagem do boneco desfilando pelas ruas históricas de Olinda, enquanto a multidão aguarda ansiosa sua passagem. Expressões como “fervendo a chaleira” reforçam o clima de festa e agitação, evocando a energia contagiante do carnaval. Alceu Valença, em parceria com Carlos Fernando, celebra não só a tradição, mas também a atmosfera única do carnaval de Olinda, misturando folclore local com mistério e alegria coletiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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