
Lupicínica
Aldir Blanc
Ironia e tragédia cotidiana em "Lupicínica" de Aldir Blanc
Em "Lupicínica", Aldir Blanc faz uma homenagem irônica ao universo de Lupicínio Rodrigues, antecipando o clima de dor de cotovelo e sarcasmo já no título. A música transforma um caso aparentemente simples — um romance passageiro com uma enfermeira do subúrbio — em uma verdadeira tragédia literária. Ao comparar a enfermeira à Ana Karenina, personagem de Tolstói, Blanc ironiza a tendência de valorizar dramas clássicos estrangeiros, enquanto destaca a dignidade e o sofrimento das pessoas comuns do Rio de Janeiro, como a "Pobre da Enfermaria".
A letra mistura melancolia e humor ácido ao narrar o fim do relacionamento. O narrador tenta disfarçar a dor ao ser questionado sobre a ex-amante, mas a resposta "Morreu duas vezes / Uma aqui e agora, a outra há seis meses" deixa claro o peso da perda e do arrependimento. O trecho "Depende do seu conceito de assassinato / Um pobre amor não é amor barato" sugere que o fim de um amor pode ser tão doloroso quanto um crime, brincando com a ideia de morte literal e simbólica. No final, Aldir Blanc critica a idealização das grandes heroínas literárias ao afirmar que "heroínas sem par podem brotar na Rússia ou lá em Água Santa", valorizando as pequenas tragédias e heroísmos do subúrbio carioca e mostrando que a dor dos amantes comuns é tão legítima quanto a das figuras clássicas da literatura.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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