
Valsa do Maracanã
Aldir Blanc
Contradições urbanas e ironia em "Valsa do Maracanã"
Em "Valsa do Maracanã", Aldir Blanc utiliza a imagem do rio Maracanã, um marco natural do Rio de Janeiro, para denunciar o abandono e a degradação urbana. Logo no início, a música apresenta um pedido de socorro ao próprio rio poluído: "Injeta em minhas veias / Teu soro poluído". Essa frase evidencia a contradição entre o desejo de salvação e a realidade tóxica do ambiente, enquanto a letra descreve cenas de lixo e resíduos, como "pilha e folha morta", "caco de garrafa" e "pneu de bicicleta", para ilustrar o descaso com o espaço público e a falta de cuidado coletivo.
A repetição de "o castigo e o perdão, o modess e a camisinha" reforça a dualidade entre pureza e degradação, misturando elementos de proteção e sujeira, culpa e redenção. Essa escolha de palavras critica a hipocrisia social e a negligência diante dos problemas urbanos. O verso "Ai, só dói quando eu rio" é um dos destaques da música, pois faz um trocadilho entre o verbo "rir" e o nome da cidade, sugerindo que a dor faz parte da própria identidade carioca. Com um tom melancólico e irônico, Aldir Blanc expõe a relação conflituosa entre o cidadão e a cidade, mostrando como a beleza e a tragédia do Rio de Janeiro se misturam no cotidiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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