
O Bonde
Aldir Blanc
Nostalgia e passagem do tempo em “O Bonde” de Aldir Blanc
Em “O Bonde”, Aldir Blanc utiliza a imagem do bonde parado no meio da praça para ilustrar como elementos que já foram essenciais no cotidiano podem se tornar obsoletos e esquecidos. O bonde, que antes transportava pessoas e histórias, agora é descrito como “fora de linha e de moda, não passa, não roda, não leva mais”, mostrando a perda de sua função e o abandono. Essa metáfora reflete não só a passagem do tempo, mas também a sensação de que tudo o que é importante um dia pode ser deixado para trás.
A música ganha um tom nostálgico ao abordar a relação afetiva com o passado. No verso “Guardo no meu pensamento, transformo em cantiga, momentos que foram tão meus”, o bonde se torna um símbolo das memórias pessoais e dos tempos mais simples. A indiferença das pessoas, que “nem pensa em dizer adeus”, reforça como a sociedade se desapega rapidamente do que já foi significativo. Ao afirmar “de quem já sabe de cor seu destino, para, suspira e prossegue”, Aldir Blanc sugere a aceitação do fim e a inevitabilidade das mudanças. Assim, “O Bonde” é uma reflexão sensível sobre a transitoriedade da vida, a saudade do que se perdeu e a forma como o tempo transforma rotinas marcantes em lembranças distantes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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