
Saudades da Guanabara
Aldir Blanc
Nostalgia e crítica ao Rio em “Saudades da Guanabara”
"Saudades da Guanabara", de Aldir Blanc, rompe com o tradicional samba-exaltação ao abordar o Rio de Janeiro de forma crítica e nostálgica. Em vez de apenas celebrar a cidade, a música revela uma saudade marcada pela percepção da degradação urbana e social. O verso “Nostalgia não paga entrada / Circo vive é de ilusão” mostra que a saudade não é só de um passado idealizado, mas de uma cidade que perdeu parte de sua vitalidade. Ao citar pontos emblemáticos como Vista Chinesa, Lagoa Rodrigo de Freitas, Mesa do Imperador e bairros tradicionais como Salgueiro, Engenho de Dentro, Laranjeiras e Flamengo, a letra reforça o vínculo afetivo com o Rio, ao mesmo tempo em que destaca o contraste entre o passado e o presente desses lugares diante da “devastação” e dos “crimes que rolam contra a liberdade”.
A canção nasceu da insatisfação de Aldir Blanc com uma letra anterior e da parceria com Paulo César Pinheiro, o que contribuiu para sua densidade emocional. Trechos como “Reguei o Salgueiro pra muda pegar outro alento / E plantei novos brotos no Engenho de Dentro” sugerem esperança e resistência, mesmo diante do abandono. No final, o apelo “Brasil, tira as flechas do peito do meu Padroeiro / Que São Sebastião do Rio de Janeiro ainda pode se salvar” usa a imagem do santo protetor para pedir a salvação da cidade, misturando fé, tradição e um chamado à ação coletiva. Assim, a música retrata as contradições do Rio: amor e dor, memória e crítica, lamento e esperança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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