
Fantasia
Aldir Blanc
Máscaras sociais e autenticidade em "Fantasia" de Aldir Blanc
A música "Fantasia", de Aldir Blanc, aborda de forma sensível como as máscaras sociais continuam presentes mesmo após o Carnaval. O verso “fantasia é um troço que o cara tira no carnaval e usa nos outros dias por toda a vida” mostra claramente a crítica à hipocrisia e à necessidade de esconder sentimentos verdadeiros no dia a dia. Aldir Blanc e João Bosco usam a imagem da fantasia carnavalesca para ilustrar como as pessoas mantêm aparências e se protegem das pressões sociais.
O cenário pós-Carnaval, com “os garis dando um jeito em nossa moral”, reforça a ideia de que, depois do momento de liberdade, é preciso retomar as aparências e limpar os excessos. A letra também fala sobre a solidão de quem tenta se libertar dessas convenções, como em “rasguei a fantasia” e “o nó da gravata apertando o pescoço”. O Pierrot, personagem tradicionalmente triste do Carnaval, simboliza o sofrimento de quem ama sem ser correspondido e de quem não aceita seguir o jogo das aparências. O contraste entre o narrador, que se expõe (“doido, eu danço de Pierrot, triste, morrendo em meu amor”), e a outra pessoa, que “morre de rir”, destaca a dificuldade de ser autêntico em meio às expectativas sociais. "Fantasia" faz uma crítica delicada à superficialidade das relações e à luta por autenticidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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