
Vida Noturna
Aldir Blanc
Solidão e ironia na boemia em “Vida Noturna” de Aldir Blanc
Em “Vida Noturna”, Aldir Blanc explora a solidão e a ironia presentes na rotina boêmia. Logo no início, o narrador afirma: “de bem comigo e isto é difícil”, deixando claro que a autossatisfação é rara nesse ambiente marcado por melancolia. A estreia de Aldir Blanc como intérprete reforça o tom pessoal da canção, que mergulha nas contradições e encontros passageiros da vida noturna.
A letra traz imagens como “acendo um cigarro molhado de chuva até os ossos” e “eu sigo na chuva de mão no bolso e sorrio”, transmitindo isolamento e resignação diante das dificuldades emocionais. O bolso, que guarda uma carta, uma esponja de pó-de-arroz e um retrato, representa lembranças de um relacionamento passado. O verso “um retrato meu e dela que vale muito mais do que nós dois” mostra uma visão amarga sobre o valor das memórias em relação à realidade do casal. Já a frase “eu disse ao garçom que quero que ela morra” traz o humor ácido e irônico típico de Aldir Blanc, expressando mágoa de forma exagerada e autodepreciativa.
No final, ao se chamar de “a borboleta mais vadia na doce flor da tua hipocrisia”, o narrador se reconhece como parte do ciclo de ilusões e superficialidades da vida noturna, ao mesmo tempo em que critica a hipocrisia desse universo. Assim, a música constrói um retrato honesto e irônico da boemia, misturando solidão, busca por sentido e autocrítica em meio à aparente descontração.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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