
Me Dá a Penúltima
Aldir Blanc
A boemia como refúgio e ilusão em “Me Dá a Penúltima”
Em “Me Dá a Penúltima”, Aldir Blanc retrata a boemia como um espaço onde a percepção do tempo se confunde. Logo no início, a inversão entre noite e dia mostra como, para o boêmio, a rotina é marcada por uma busca constante de prazer e esquecimento. O ciclo repetitivo das noites, em que o alvorecer pode ser confundido com o anoitecer, reforça a ideia de que "a distinção entre noite e dia se torna irrelevante para quem vive intensamente a boemia". Essa dinâmica revela o desejo de prolongar momentos de alegria e ilusão, mesmo que estejam sempre acompanhados de uma certa melancolia.
O verso “Todo boêmio é feliz porque quanto mais triste mais se ilude” resume o paradoxo central da música: a felicidade do boêmio nasce da capacidade de transformar tristeza em ilusão, usando a noite como refúgio para suas fantasias. Quando a letra diz “colocar no mesmo barco realidade e poesia”, evidencia-se a mistura entre o vivido e o sonhado, uma característica marcante da vida noturna retratada por Aldir Blanc. Ao afirmar “pra mim tanto faz se é noite ou se é dia”, a canção expressa um desapego às convenções e horários, mostrando que, para o boêmio, o que importa é a intensidade da experiência. Assim, a música celebra a boemia como um espaço de liberdade, ilusão e resistência à tristeza do cotidiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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