
Vidala para mi sombra
Alfredo Zitarrosa
Solidão e cumplicidade em "Vidala para mi sombra"
Em "Vidala para mi sombra", Alfredo Zitarrosa explora a relação íntima entre o narrador e sua própria sombra, que vai além de um simples reflexo físico. A sombra representa a solidão e a introspecção, funcionando como a única companhia constante em meio à melancolia. No verso “Pobrecita si me muero / Con quién va a andar” (“Coitadinha, se eu morrer / Com quem ela vai andar”), o narrador demonstra um cuidado quase afetuoso pela sombra, tratando-a como uma entidade independente, destinada a compartilhar tanto o sofrimento quanto a existência.
O uso do gênero vidala, tradicionalmente ligado à reflexão e à tristeza, reforça o tom melancólico da canção. A letra destaca que a sombra é a única testemunha das dores e alegrias do narrador, como em “Mi sombra bebe y la vida / Es de los dos” (“Minha sombra bebe e a vida / É dos dois”), sugerindo que tudo o que é vivido, inclusive os excessos e as perdas, é compartilhado com ela. No trecho final, “Sombrita cuidame mucho / Lo que tenga que dejar / Cuando me moje hasta adentro / La oscuridad” (“Sombrinha, cuide bem / Do que eu tiver que deixar / Quando eu me molhar por dentro / Na escuridão”), o narrador pede proteção diante da morte ou do mergulho na escuridão, reforçando a sombra como guardiã dos últimos vestígios de vida e memória. A música se apresenta, assim, como uma reflexão sobre a solidão, a finitude e a busca de sentido na própria companhia.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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