Missal Das Reses
Álvaro Neves
Ritual, dor e identidade em “Missal Das Reses” de Álvaro Neves
A música “Missal Das Reses”, de Álvaro Neves, explora o contraste entre a celebração humana e o sofrimento animal durante o abate, usando imagens do cotidiano rural para mostrar a relação complexa entre o gaúcho e o boi. O termo “missal” faz referência ao livro de orações católicas, sugerindo que o abate é visto quase como um ritual sagrado, mas marcado por dor e violência. Isso fica claro em versos como “No ritual selvagem das cabeças / De bois e vacas em reza condoída”, que reforçam a ideia de que o ciclo de vida e morte do boi é central não só para a economia, mas também para a identidade e espiritualidade do homem do campo.
A canção faz parte da “Trilogia do Boi”, aprofundando a reflexão sobre a interdependência entre homem e animal no Rio Grande do Sul. A letra destaca o impacto emocional do abate tanto nos animais quanto nos humanos, como em “Chorando, chorando, a rês abatida” e “farejam os animais apavorados / O lugar onde sangraram o companheiro”. O sofrimento coletivo do rebanho, expresso em “berros, de luto, o lote inteiro”, humaniza os animais e sugere uma empatia rara em canções rurais. No final, a imagem do touro “insatisfeito / Num bravo funeral de guerra” reforça o tom sóbrio e reflexivo, transformando o abate em um evento carregado de significado, onde vida e morte se misturam em um cenário de respeito, dor e inevitabilidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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