
Alfama
Amália Rodrigues
A vida cotidiana e a melancolia em “Alfama” de Amália Rodrigues
A música “Alfama”, interpretada por Amália Rodrigues, oferece um retrato profundo do bairro lisboeta, indo além da tradicional associação com o fado. O verso “Alfama não cheira a fado / Cheira a povo, a solidão” desafia a ideia de que o bairro se resume ao gênero musical, mostrando que sua verdadeira essência está na vida diária dos moradores, marcada por saudade e solidão. Amália, reconhecida como a maior voz do fado, destaca que Alfama possui uma atmosfera própria, feita de silêncios, mágoas e uma tristeza compartilhada, como expressa em “sabe a tristeza com pão” – uma metáfora que une a dor à luta diária do povo.
A letra descreve Alfama como um espaço fechado, quase sufocante, com “quatro paredes de pranto” e “quatro muros de ansiedade” que refletem o confinamento emocional dos moradores. A menção à “água-furtada”, o sótão típico das casas antigas de Lisboa, simboliza a falta de espaço e a intimidade forçada pela vida difícil. Nesse cenário, o fado surge não como escolha, mas como a única forma de expressar o desencanto e a saudade presentes no bairro. A relação entre Amália e Alfama, eternizada também na arte urbana de Vhils, reforça o papel da artista como voz autêntica desse universo, capaz de transformar a melancolia coletiva em arte universal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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