
Caldeirada
Amália Rodrigues
Crítica social e humor ambiental em “Caldeirada” de Amália Rodrigues
Em “Caldeirada”, Amália Rodrigues utiliza a sátira para abordar a poluição ambiental, colocando peixes e crustáceos como protagonistas de uma assembleia que discute os impactos causados pelo ser humano. Logo no início, o goraz abre a sessão e denuncia o homem como “tipo cabeçudo”, que, mesmo se considerando o “rei da criação”, destrói o próprio ambiente de que depende. Essa inversão, em que os animais marinhos agem com racionalidade enquanto o ser humano é retratado como irresponsável, reforça a crítica à arrogância humana diante da natureza.
A letra faz uso de expressões populares e trocadilhos, como “por estes caminhos... vamos ficando todos pequenos assim como jaquinzinhos”, para mostrar de forma acessível e bem-humorada o impacto da poluição na vida marinha. O caranguejo observa o absurdo de a água pura se tornar “cheia de petróleo”, enquanto a sardinha e a pescadinha ironizam a situação com o trocadilho “meter o rabo na boca”. No final, a ameaça de “vamos todos a ele!” caso o homem não respeite a natureza destaca a urgência do tema ambiental. Com humor e crítica social, a canção expõe a hipocrisia humana e a necessidade de uma mudança de atitude em relação ao meio ambiente.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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